Arquivo de abril, 2008

Imobiliárias Discutem Mercado Nacional

sexta-feira, abril 18th, 2008

Se reuniram em Maceió um grupo de 14 imobiliárias do País, afim de discutir o cenário nacional do setor. Os temas discutidos na ocasião foram a escassez de imóveis para as classes baixas e média, aquecimento da construção civil e a lei do inquilinato.
Essas reuniões são muito produtivas porque cada cidade expõe seus comportamentos e há muita troca de experiência.
As imobiliárias dizem que o rigor na elaboração do cadastro dos clientes e a morosidade nas ações de despejo são problemas enfrentados por todos os estados da federação.
Outro grande problema é a falta de imovéis para a classe média, com valores em torne de R$400 e R$900. Embora a construção civil esteja muito acelerada, este problema só vai se resolver dentro de dois ou três anos, pois não se constrói um imovel de um dia para o outro.
A demanda de imovéis para alugar que atenda a classe média e baixa é muito grande, e as construtoras estão se especializando neste nicho de mercado de forma diferenciada.
 Em Balneario Camboriú as construtoras tem investido na construção de apartamentos residênciais aifm de suprir esta necessidades. Além da construção de galpões e casas em Camboriú, as imobiliárias investem também em sítios e pousadas para temporada.

Condições Especiais são Criadas Pela Caixa Para as Construtoras

quinta-feira, abril 3rd, 2008

O financiamento da Caixa Econômica esta sendo aprimorado para as construtoras. O banco esta personalizando um modelo para concessão de crédito, ao invés de usar uma regra geral. Essa personalização visa adequar ao perfil do empreendimento e da empresa.
A caixa inicia analisando a situação financeira-econômico da empresa, em seguida faz a avaliação da viabilidade do empreendimento. Neste modelo, a exigência de uma cota mínima de imóveis já vendidos antecipadamente pela construtora deixa de ser um pré-requisito para que a empresa consiga o financiamento. A porcentagem de financiamento também aumentou, chegando a 60% do valor das vendas, ou 85% do custo geral da produção.
No caso de venda de casa ou apartamento do empreendimento para um comprador final, que pode inclusive financiar o mesmo pela caixa, o valor desta negociação é abatido do montante que seria emprestado pela empresa, já que a sua necessidade de financiamento diminui.
A caixa cobra das construtoras as mesmas taxas de juros aplicadas a pessoa física, por exemplo, e vem registrando constante movimento de queda.
Os valores sofrem variação de acordo com a fonte de recursos e o valor do imóvel, que pode ser cardeneta de poupança ou Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. As taxas de juros variam de 5,5% a 12% ao ano, e o prazo para pagamento de financiamento chega a 30 anos, podendo o empréstimo cobrir até 100% do valor do imóvel.
Esse novo modelo de financiamento representa a evolução na linha de credito para imobiliárias, e foi criada para estimular a produção nos fins dos anos 90, só que com regras bem mais rígidas, como exigência de cotas de vendas e restrição do financiamento em até 30% do valor do empreendimento.