O financiamento da Caixa Econômica esta sendo aprimorado para as construtoras. O banco esta personalizando um modelo para concessão de crédito, ao invés de usar uma regra geral. Essa personalização visa adequar ao perfil do empreendimento e da empresa.
A caixa inicia analisando a situação financeira-econômico da empresa, em seguida faz a avaliação da viabilidade do empreendimento. Neste modelo, a exigência de uma cota mínima de imóveis já vendidos antecipadamente pela construtora deixa de ser um pré-requisito para que a empresa consiga o financiamento. A porcentagem de financiamento também aumentou, chegando a 60% do valor das vendas, ou 85% do custo geral da produção.
No caso de venda de casa ou apartamento do empreendimento para um comprador final, que pode inclusive financiar o mesmo pela caixa, o valor desta negociação é abatido do montante que seria emprestado pela empresa, já que a sua necessidade de financiamento diminui.
A caixa cobra das construtoras as mesmas taxas de juros aplicadas a pessoa física, por exemplo, e vem registrando constante movimento de queda.
Os valores sofrem variação de acordo com a fonte de recursos e o valor do imóvel, que pode ser cardeneta de poupança ou Fundo de Garantia por Tempo de Serviço. As taxas de juros variam de 5,5% a 12% ao ano, e o prazo para pagamento de financiamento chega a 30 anos, podendo o empréstimo cobrir até 100% do valor do imóvel.
Esse novo modelo de financiamento representa a evolução na linha de credito para imobiliárias, e foi criada para estimular a produção nos fins dos anos 90, só que com regras bem mais rígidas, como exigência de cotas de vendas e restrição do financiamento em até 30% do valor do empreendimento.